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Wednesday, January 30, 2008

Decifrando o código

YEAH! Hoje é uma data histórica!!! A fase de decifrar o código do orientador se foi... era um verdadeiro código da Vinci! Tudo embananado e complicado, mas as forças do além e a vontade de fechar o mês bem na dissertação foram maiores que os contratempos. Quantos? Cinco mil e quinhentos e trinta e sete, só na primeira parte... mas agora só aumentam, mas pensa só: daqui a seis meses, eu serei mestre!!! Mestre-jedi, mestre-sala, mestre cuca, mestre de obra, grão-mestre,... all of it! E empregado! Certas vezes, penso que só faço as coisas erradas e tento e re-tento refaze-las para atingir a perfeição plena, mas sabe de uma coisa?! Não vou mais perder meu tempo! I don't give a damn! Nossa filosofia! Há outras filosofias que agora me guiam, mas essas eu não posso contar aqui, seria anti-estratégico. Aliás, "na Guerra, a verdade deve ser protegida por mentiras como guarda-costas", como dizia Churchill... vamos ver no que vai dar o plano...

Friday, December 07, 2007

Quinta-feira negra



Hoje meu dia foi trivial. Trivial?! Sim, trivial. Quando eu estudava na UnB, eu fiz muitas matérias de exatas do Departamento de Matemática eu tinha um Professor Gordo, sim, gordo. Não vou falar gordinho porque isso é coisa de boiola. Ele usava óculos redondos e olhava-me com desconfiança. Aliás, todo mundo. "Você é da Economia?! Está fazendo EDO (equações diferenciais ordinárias)?! No verão?! Vc não tem o que fazer?!" isso quando eu não escutava "Você quer repetir?!"... eu tive que mostrar para engenheiros, os caras da computação, da matemática que eu estava em pé de igualdade... no fim, fiquei com média 11,5, de 10... foi a mais alta nota e ganhei a simpatia do meu Professor. Nunca mais o vi.

Mas por que hoje foi 'trivial'?! Porque toda vez que o Sr Novaes demonstrava um teorema difícil, ele dizia para mim, "é trivial isso, Raphael!" e lá ia eu quebrar a cabeça a tarde toda, às vezes, a semana toda para demonstrar... bons tempos, verão de 2004... as coisas eram simples naquela época.

Hoje foi um dia difícil. Eu passei mal a manhã toda, comi demais no lanche do curso e misturei café (sim, eu estou bebendo uma quantidade de uns 8 copos descatáveis por dia para me manter vivo) com água. Não é muito bom! Mas estou vivo. Eu aprendi uma coisa muito legal no curso hoje: mercado financeiro. Aprendi sobre 'risco'. O que é risco?! Vou explicar: você tem uma moeda, lança para cima, se der cara, eu ganho 10 reais, se der coroa, você ganha dez reais meus. Isso é arriscado. Na média, se lançar inúmeras vezes a moeda, deveria ganhar nada. Mas posso perder sucessivamente... isso é risco!

Na vida corremos riscos. Atravessar uma rua é arriscar a vida. Fazer a mega-sena, é arriscar a perder. Fazer uma viagem, é arriscar a se divertir. Lançar-se na piscina, é arriscar a se molhar, por mais que seja certo de se molhar! Mas enfim, risco é isso... no mercado financeiro, diz-se que "devemos comprar na baixa uma ação e vender quando estiver valorizada, tendo lucro", mas podemos arriscar erroneamente e perder. Quando tomamos um investimento arriscado demais (aquele que estamos prestes a perder), dizemos que operamos 'alavancado'. O contrário, é fazer 'hedge'.

Na minha vida, sempre operei alavancado. Eu me dei muito bem nas minha operações. Ganhar prêmios, passar em provas, conhecer pessoas, viver perigosamente e ganhar muito. Eu queria operar em 'hedge', mas quando operamos em 'hedge', ganhamos pouco... eu vou arriscar mais uma vez, eu vou me lançar num investimento de risco, será que ganho?! Será um bom presente de Papai-Noel... mas o Papai-Noel não costuma me dar o que eu quero... não sou ingrato, sou exigente!

Bem, deixa o Papai-Noel quieto por hora, depois eu digo minha lista de presentes... mas eu vou tomar risco... eu não posso fazer mais nada... vou tomar emprestado um texto meu, que tinha no meu antigo fotolog:

"Chega a determinado momento do jogo em que pequenas apostas não mais assustam ninguém na mesa... as apostas dos adversários são grandes e ganha quem mais pode por em jogo na mesa... de fato, as apostas parecem pequenas para o que se pode obter quando se ganha! É preciso ter ousadia assustar os presentes na mesa, num lance único, e ganhar o prêmio da noite... perder?! Sim, há esse risco... mas o que seria de nós se não existissem pessoas que são ousadas o suficiente para vencer?! Nada! Porque arriscar é viver...

"Rir é arriscar-se a parecer louco.
Chorar é arriscar-se a parecer sentimental.
Estender a mão para o outro é arriscar-se a se envolver.
Expor seus sentimentos é arriscar-se a expor seu eu verdadeiro.
Amar é arriscar-se a não ser amado.
Expor suas idéias e sonhos ao público é arriscar-se a perder.
Viver é arriscar-se a morrer.
Ter esperança é arriscar-se a sofrer decepção.
Tentar é arriscar-se a falhar.
Mas… é preciso correr riscos.
Porque o maior azar da vida é não arriscar nada…
Pessoas que não arriscam, que nada fazem, nada são.
Podem estar evitando o sofrimento e a tristeza.
Mas assim não podem aprender, sentir, crescer, mudar, amar, viver…
Acorrentadas às suas atitudes, são escravas;
Abrem mão de sua liberdade.
Só a pessoa que se arrisca é livre…
“Arriscar-se é perder o pé por algum tempo
Não se arriscar é perder a vida…” ""

Eu tenho dois àses e estamos na última rodada de apostas. O que você faria?! Eu vou apostar tudo e ver se ganho com uma dupla, é tudo o que tenho. Mas o importante é arriscar... vamos de quanto eu perco...

Sunday, July 08, 2007

Produtos da balada...

"Se sonhar um pouco é perigoso, a solução não é sonhar menos e sim sonhar mais".
Marcel Proust
"Eu sonhei com você ontem, era na sua casa, mas não era bem sua casa, falava com sua mãe, mas ela tinha uma face diferente..." Bem, ouvir alguém falar de um sonho assim é perfeitamente normal dado que nossos sonhos não possuem pé ou cabeça. Contudo, não desprezemos totalmente seus significados. Os sonhos são linguagens que ainda não conseguimos entender por ainda não dominarmos sua estrutura interpretativa. É como tentar ler um papiro de hierógrifos e não entende-lo. Nesse sentido, lembro um livro recente, "Quando Nieztche chorou". Apesar de ser uma ficção, em uma das passagens, Dr Breuer revela um dos sonhos que teve a Freud, em que caia incessantemente abaixo da terra durante 40 metros! E depois deparava-se diante de uma placa de mármore, uma lápide, que não conseguia ler o que estava escrito. Freud, entendendo o que se passava na vida do amigo Dr interpretou os 40 metros como seus quarenta anos recém feitos e a lápide como um indicativo de que algo novo estava por vir, bastava ele apenas mudar a direção de sua vida. De fato, Breuer estava diante de decisões nunca antes percebidas e a interpretação sugeriu um desafio para Freud e o nascimento da escola da Psicanálise.

Em bem verdade, não apenas a Psicanálise Freudiana, mas também Carl Jung imaginam que os sonhos são manifestações do subconsciente, da Id para Freud; e da anima/animus e sombra, para Jung. Durante o sono, aspectos reprimidos por costumes, ética são liberados nos sonhos, sendo, portanto, estranhos quando analisamos.

No nosso dia-a-dia, nosso Id está constantemente sendo reprimido por nosso superego, parte do subconciente que contém os costumes, tradições, ética, moral... mas como se explica a famosa história do ex-Beatle Paul McCartney de sonhar com a famosa melodia de 'Yesterday'?! Segundo o que se conta, no dia anterior a composição do som, Paul sonhou com o quê seria uma das mais famosas canções tocadas pelo quarteto de Liverpool... é... há mais coisas entre o dormir e o acordar que a nossa vã filosofia/psicologia pode tentar teorizar... façam suas teorias!


The dream, by Pierre-Cécile Puvis de Chavannes, 1883

Walters Art Museum, Baltimore