
Há três tipos de tempo. O cronológico, o histórico e o mecânico. Eu acho que tirei isso das aulas da Loudinha. Eu não sei bem qual é cada um, mas eu pretendo formar uma teoria ao fim desse pequeno ensaio. Essas quatros linhas anteriores seriam então meu abstract.
O tempo cronológico é o tempo do relógio. É o tempo que você agora olha para o relógio do computador e vê. Sim, são 1h37 para mim. Para você deve ser outra hora, suponho. O que realmente importa é que um minuto passado é um minuto passado, e só isso. É mediocre isso. Bem, quando você decidiu ler isso, você perdeu um tempo, que você não mais resgata, mas, por incrível que pareça, você poderia voltar no tempo. Não para resgatar, mas para incluir ações. É, é mediocre.
O tempo mecânico é o tempo que indica que as coisas passam, mas não há uma ordem natural para as coisas. Sendo assim, para alguém que acredita que a vida seja regida por esse tipo de tempo, seria factível ler esse texto depois de dormir; ou ainda, seria factível comer depois de escovar os dentes; ou melhor ainda, seria lícito sair com o carro da garagem antes de abrir o portão. Isto é, não importa a ordem das coisas, mas importa que elas ocorreram e que podemos reverter o processo viajando no tempo para fazer alterações, como abrir o portão antes de sair com o carro, mas isso pouco importa, pois importa que as coisas aconteceram e não a ordem. Em análise combinatória, seria dizer que temos um combinação no lugar de um arranjo. Bem, acho que esse comentário último foi mais infeliz que a explicação. Mas veja bem: não importa que você ligou o computador para ler esse texto, mas importa que você leu e ligou o computador; notou a sutileza?! Vamos mais a fundo: não importa a casualidade das implicações lógicas, mas o resultado das ações. Por isso, dane-se o que vem primeiro, o ovo, ou a galinha, o que importa é que você tem um ovo estrelado com nuggets! Mais ou menos isso...
O tempo histórico é o mais difícil para um economista neoclássico trabalhar, pois ele tem uma série de limitações. Ele tem sequência. Importa a ordem. A ordem altera os resultados parciais e totais. Se você não abriu o portão, você não sai com o carro. Além disso, você não pode voltar no tempo. Ele é histórico, no sentido marxista e keynesiano do termo. Sim, os caras, por sorte tiveram hipóteses mais realistas que Friedman, Lucas e todo o pessoal ortodoxo, mas é isso ai! Mas para esses últimos, o que importa é a previsão dos acontecimentos. Um modelo bem constrído, com hipóteses não condizentes com a realidade, mas que produza boas previsões, é um´excelente modelo.
Bem, na vida usamos forçosamente um tempo histórico, e isso inviabilizaria reviver uma situação anterior, por mais que queiramos. Então dizer que algo 'já aconteceu' seria uma pequena forçação de barra. Eu, pessoalmente, acredito que algumas coisas 'já aconteceram', situações que passamos em algumas vezes na vida parecem que estamos vivenciando-as mais uma vez. Mas, destaco, parece... nada é para sempre, as coisas mudam, se transformam, criam vida, morrem, renascem, o processo é um ciclo; e nesse sentido, poderia se encaixar em situações que já aconteceram. Mas para um ser humano, elas acontecem uma única vez... apenas uma única vez... o meu dia 27 de junho foi um dia que eu antes não tinha vivido, ele é inédito para mim e para muita gente. Algumas coisas podem lembrar outras e darem a impressão de que estamos revivênciando-as, mas não estamos, pelo menos não com as mesmas pessoas, com a mesma condição do tempo, com a mesma duração... só se entra no rio de uma única só vez, pois as águas que te banharam não será a mesma que banhar-te-á e você não será o mesmo quando entrar no rio... tempo histórico!
Mas eu confesso que eu perdi o meu tempo escrevendo o óbvio. As pessoas se espantam com minha filosofia barata, dizendo que ela é inovadora e tem bons insights, bem, eu acho que não... mas eu agradeço os elogios de qualquer forma, se ela resolve seu problema, vai fundo! Um dia escrevo mais sobre isso...
O tempo cronológico é o tempo do relógio. É o tempo que você agora olha para o relógio do computador e vê. Sim, são 1h37 para mim. Para você deve ser outra hora, suponho. O que realmente importa é que um minuto passado é um minuto passado, e só isso. É mediocre isso. Bem, quando você decidiu ler isso, você perdeu um tempo, que você não mais resgata, mas, por incrível que pareça, você poderia voltar no tempo. Não para resgatar, mas para incluir ações. É, é mediocre.
O tempo mecânico é o tempo que indica que as coisas passam, mas não há uma ordem natural para as coisas. Sendo assim, para alguém que acredita que a vida seja regida por esse tipo de tempo, seria factível ler esse texto depois de dormir; ou ainda, seria factível comer depois de escovar os dentes; ou melhor ainda, seria lícito sair com o carro da garagem antes de abrir o portão. Isto é, não importa a ordem das coisas, mas importa que elas ocorreram e que podemos reverter o processo viajando no tempo para fazer alterações, como abrir o portão antes de sair com o carro, mas isso pouco importa, pois importa que as coisas aconteceram e não a ordem. Em análise combinatória, seria dizer que temos um combinação no lugar de um arranjo. Bem, acho que esse comentário último foi mais infeliz que a explicação. Mas veja bem: não importa que você ligou o computador para ler esse texto, mas importa que você leu e ligou o computador; notou a sutileza?! Vamos mais a fundo: não importa a casualidade das implicações lógicas, mas o resultado das ações. Por isso, dane-se o que vem primeiro, o ovo, ou a galinha, o que importa é que você tem um ovo estrelado com nuggets! Mais ou menos isso...
O tempo histórico é o mais difícil para um economista neoclássico trabalhar, pois ele tem uma série de limitações. Ele tem sequência. Importa a ordem. A ordem altera os resultados parciais e totais. Se você não abriu o portão, você não sai com o carro. Além disso, você não pode voltar no tempo. Ele é histórico, no sentido marxista e keynesiano do termo. Sim, os caras, por sorte tiveram hipóteses mais realistas que Friedman, Lucas e todo o pessoal ortodoxo, mas é isso ai! Mas para esses últimos, o que importa é a previsão dos acontecimentos. Um modelo bem constrído, com hipóteses não condizentes com a realidade, mas que produza boas previsões, é um´excelente modelo.
Bem, na vida usamos forçosamente um tempo histórico, e isso inviabilizaria reviver uma situação anterior, por mais que queiramos. Então dizer que algo 'já aconteceu' seria uma pequena forçação de barra. Eu, pessoalmente, acredito que algumas coisas 'já aconteceram', situações que passamos em algumas vezes na vida parecem que estamos vivenciando-as mais uma vez. Mas, destaco, parece... nada é para sempre, as coisas mudam, se transformam, criam vida, morrem, renascem, o processo é um ciclo; e nesse sentido, poderia se encaixar em situações que já aconteceram. Mas para um ser humano, elas acontecem uma única vez... apenas uma única vez... o meu dia 27 de junho foi um dia que eu antes não tinha vivido, ele é inédito para mim e para muita gente. Algumas coisas podem lembrar outras e darem a impressão de que estamos revivênciando-as, mas não estamos, pelo menos não com as mesmas pessoas, com a mesma condição do tempo, com a mesma duração... só se entra no rio de uma única só vez, pois as águas que te banharam não será a mesma que banhar-te-á e você não será o mesmo quando entrar no rio... tempo histórico!
Mas eu confesso que eu perdi o meu tempo escrevendo o óbvio. As pessoas se espantam com minha filosofia barata, dizendo que ela é inovadora e tem bons insights, bem, eu acho que não... mas eu agradeço os elogios de qualquer forma, se ela resolve seu problema, vai fundo! Um dia escrevo mais sobre isso...


