Monday, December 31, 2007

Vai velho, vai!

É assim todo fim de ano! O velho vai e o novo chega. É na verdade uma passagem de um dia para outro, nada além. Contudo, é também de um mês para outro, e de um ano para outro, sendo um marco, para muitos, para mudar... sim, tomar novos ares, nova vida, novo emprego, tudo novo... acontece que as coisas só são novas se quisermos que sejam novas. Tem que acreditar e tomar atitudes em direção ao novo, mesmo que, para isso, seja necessário negar o velho. Não nego o velho, pois ele me ajudou a viver de uma forma diferente, engraçada e as experiências ficam, sempre! Agora, são coisas novas que aparecem, mesmo que não mais tenha que negar o velho. Não me sinto a pessoa mais feliz do mundo por isso, até porque estaria mentido em dizer isso, dado que a felicidade plena não é possível, mas estou alegre, pois o momento me diz isso... como estou sofrendo uma sucessão de momentos de alegrias, talvez, a felicidade seja permanente para mim em breve... as coisas apontam nisso, o meu barco tomou o rumo certo...

Feliz 2008 e obrigado todos vocês que tem me acompanhado aqui no Blog. Atingi minha meta quantitativa de 1000 visitantes, e isso foi ótimo. Um dia escrevo para dizer o que aconteceu de novo, por hora, vou deixar rolar, porque assim está ótimo!

Wednesday, December 26, 2007

Natal


Amados irmãos e irmãs,

“Chegou o dia de Maria dar à luz, e teve o seu filho primogênito. Envolveu-O em panos e recostou-O numa manjedoura, por não terem lugar na hospedaria” (cf. Luc dois, 6-7). Estas frases não cessam de tocar os nossos corações. Chegou o momento que o Anjo tinha preanunciado em Nazaré: “azede dar à luz um filho, ao qual porás o nome de Jesus. Ele será grande e chamar-Se-á Filho do Altíssimo” (cf. Luc 1, 31-32). Chegou o momento que Israel aguardava há muitos séculos, durante tantas horas sombrias – o momento de algum modo esperado por toda a humanidade, ainda que sob figuras confusas: que Deus viesse cuidar de nós, que saísse do seu esconderijo, que o mundo fosse salvo e tudo se renovasse. Podemos imaginar com quanto cuidado interior, com quanto amor Se preparou Maria para aquela hora. A breve anotação “envolveu-O em panos” deixa-nos intuir algo da santa alegria e do zelo silencioso de tal preparação. Estavam prontos os panos, para que o Menino pudesse ser bem acolhido. Na hospedaria, porém, não havia lugar. De algum modo a humanidade espera Deus, a sua proximidade. Mas quando chega o momento, não tem lugar para Ele. Está tão ocupada consigo mesma, sente necessidade tão imperiosa de todo o espaço e de todo o tempo para as próprias coisas, que não resta nada para o outro: para o próximo, para o pobre, para Deus. E quanto mais ricos se tornam os homens, tanto mais preenchem tudo de si mesmos. Tanto menos pode entrar o outro.

João, no seu Evangelho, fixando-se no essencial, aprofundou a breve notícia de São Lucas sobre a situação de Belém: “Veio para o que era Seu, e os Seus não O acolheram” (1, 11). Isto se aplica antes de tudo, a Belém: o Filho de David vem à sua cidade, mas tem de nascer num curral, porque, na hospedaria, não há lugar para Ele. Aplica-se depois a Israel: o enviado chega junto dos Seus, mas não O querem. Na realidade aplica-se à humanidade inteira: Aquele por Quem o mundo foi feito, o Verbo criador primordial entra no mundo, mas não é ouvido, não é acolhido.

Em última análise, estas palavras aplicam-se a nós, a cada individuo e à sociedade no seu todo. Temos nós tempo para o próximo que necessita da nossa, da minha palavra, do meu afeto? Para o doente que precisa de ajuda? Para o prófugo ou o refugiado que procura asilo? Temos nós tempo e espaço para Deus? Pode Ele entrar na nossa vida? Encontra um espaço em nós, ou temos todos os espaços do nosso pensamento, da nossa ação, da nossa vida ocupados para nós mesmos?

Graças a Deus, a notícia negativa não é a única, nem a última que encontramos no Evangelho. Tal como encontramos em Lucas o amor de Maria, a mãe, e a fidelidade de São José, a vigilância dos pastores e a sua grande alegria, tal como encontramos em Mateus a visita dos doutos Magos, vindos de longe, assim também João nos diz: “Mas, a quantos O receberam, deu-lhes poder de se tornarem filhos de Deus” (Jo 1, 12). Existem aqueles que O acolhem e deste modo, a começar do curral, do exterior, cresce silenciosamente a nova casa, a nova cidade, o novo mundo. A mensagem de Natal leva-nos a reconhecer a escuridão dum mundo fechado, e deste modo clarifica sem dúvida uma realidade que vemos diariamente. Mas isto diz-nos também que Deus não Se deixa fechar fora. Ele encontra um espaço, entrando nem que seja para o curral; existem homens que vêem a sua luz e a transmitem. Através da palavra do Evangelho, o Anjo fala-nos também a nós, e, na liturgia sagrada, a luz do Redentor entra na nossa vida. Quer sejamos pastores quer sejamos sábios, a luz e a sua mensagem convidam-nos para nos pormos a caminho, sairmos da mesquinhez dos nossos desejos e interesses a fim de irmos ao encontro do Senhor e adorá-Lo. Adoramo-Lo abrindo o mundo à verdade, ao bem, a Cristo, ao serviço de quantos vivem marginalizados e nos quais Ele nos espera.

Nalgumas representações natalícias da Baixa Idade Média e princípios da Idade Moderna, o curral aparece como um palácio arruinado. Ainda se pode reconhecer a grandeza de outrora, mas agora foi à ruína, as paredes caíram: tornou-se, isso mesmo, um curral. Embora não tendo qualquer base histórica, esta interpretação, no seu aspecto metafórico, exprime contudo algo da verdade que se encerra no mistério do Natal. O trono de David, para o qual estava prometida uma duração eterna, encontra-se vazio. Outros dominam sobre a Terra Santa. José, o descendente de David, é um simples artesão; na realidade, o palácio tornou-se uma cabana. O próprio David começara por ser pastor. Quando Samuel o procurou para a unção, parecia impossível e absurdo que semelhante jovem-pastor pudesse tornar-se o portador da promessa de Israel. No curral de Belém, lá precisamente onde se verificara o ponto de partida, recomeça a realeza davídica de maneira nova: naquele Menino envolvido em panos e recostado numa manjedoura. O novo trono, donde este David atrairá a Si o mundo, é a Cruz. O novo trono – a Cruz – é o termo correlativo ao novo início no curral. Mas é assim mesmo que se constrói o verdadeiro palácio davídico, a verdadeira realeza. Este novo palácio é muito diverso do modo como os homens imaginam um palácio e o poder real: é a comunidade daqueles que se deixam atrair pelo amor de Cristo e, com Ele, se tornam um só corpo, uma humanidade nova. O poder que provém da Cruz, o poder da bondade que se dá: tal é a verdadeira realeza. O curral torna-se palácio: é precisamente a partir deste início que Jesus edifica a grande comunidade nova, cuja palavra-chave os Anjos cantam na hora do seu nascimento: “Glória a Deus nas alturas, e paz na terra aos homens que Ele ama”, ou seja, homens que depõem a sua vontade na d”Ele, tornando-se assim homens de Deus, homens novos, mundo novo.

Gregório de Nissa, nas suas homilias natalícias, desenvolveu a mesma idéia a partir da mensagem de Natal do Evangelho de João: “Levantou a sua tenda no meio de nós” (Jo 1, 14). Gregório aplica esta imagem da tenda ao nosso corpo, que ficou como tenda consumida e frágil; exposto por todo o lado à dor e ao sofrimento. E aplica-a ao universo inteiro lacerado e desfigurado pelo pecado. E que diria ele, se tivesse visto as condições em que hoje se encontra a terra por causa do abuso das energias e da sua exploração egoísta e sem respeito algum? Uma vez, de maneira quase profética, Anselmo de Cantuária descreveu antecipadamente aquilo que vemos hoje num mundo inquinado e ameaçado no seu futuro: “Tudo estava como que morto, tinha perdido a dignidade para que tinha sido feito, ou seja, para servir aqueles que louvam a Deus. Os elementos do mundo estavam oprimidos, tinham perdido o seu esplendor por causa do abuso de quantos os tornavam servos dos seus ídolos, para o quais não tinham sido criados” (PL 158, 955s). Assim, retomando a perspectiva de Gregório, o curral na mensagem de Natal representa a terra maltratada. Cristo não reconstrói um palácio qualquer. Veio para restituir à criação, ao universo a sua beleza e dignidade: é isto que tem início no Natal e faz rejubilar os Anjos. A terra é posta de novo em ordem pelo fato de ser aberta a Deus, de obter novamente a sua verdadeira luz, e, na sintonia entre querer humano e querer divino, na unificação das alturas com a realidade cá de baixo, recupera a sua beleza, a sua dignidade. Deste modo, o Natal é uma festa da criação reconstruída. É a partir deste contexto que os Padres interpretam o canto dos Anjos na Noite santa: é a expressão da alegria pelo fato de as alturas e a realidade cá de baixo, céu e terra se encontrarem novamente unidos; de o homem estar de novo unido a Deus. Segundo os Padres, faz parte do canto natalício dos Anjos que, agora, Anjos e homens possam cantar juntos e que, deste modo, a beleza do universo se exprima na beleza do canto de louvor. O canto litúrgico – sempre segundo os Padres – possui uma dignidade própria particular pelo fato de ser um cantar juntamente com os coros celestes. É o encontro com Jesus Cristo que nos torna capazes de ouvir o canto dos Anjos, criando assim a verdadeira música que decai quando perdemos este “cantar com” e “ouvir com”.

Na gruta de Belém, tocam-se céu e terra. O céu veio à terra. Por isso, de lá emana uma luz para todos os tempos; por isso lá se acende a alegria; por isso lá nasce o canto. Quero, no termo da nossa meditação natalícia, citar uma singular afirmação de Santo Agostinho. Ao interpretar a invocação da Oração do Senhor “Pai Nosso que estais nos céus”, ele interroga-se: O que é isto, o céu? E onde é o céu? Segue-se uma resposta surpreendente: “…que estais nos céus – isto significa: nos santos e nos justos. Temos, é verdade, os céus, os corpos mais elevados do universo, mas sempre corpos são, os quais não podem estar senão num lugar. Na realidade, se se acreditasse que o lugar de Deus seria nos céus enquanto as partes mais altas do mundo, então as aves seriam mais felizardas do que nós, porque viveriam mais perto de Deus. Ora não está escrito: “O Senhor está perto de quantos habitam nas alturas ou nas montanhas”, mas sim “O Senhor está perto dos contritos de coração” (Sal 34/33, 19), expressão esta que se refere à humildade. Do mesmo modo que o pecador é chamado “terra”, por contraposição também o justo pode ser chamado “céu”" (Serm. in monte II 5, 17). O céu não pertence à geografia do espaço, mas à geografia do coração. E o coração de Deus, na Noite santa, inclinou-Se até ao curral: a humildade de Deus é o céu. E se formos ao encontro desta humildade, então tocamos o céu. Então a própria terra se torna nova. Com a humildade dos pastores, ponhamo-nos a caminho, nesta Noite santa, até junto do Menino no curral! Toquemos a humildade de Deus, o coração de Deus! Então a sua alegria tocar-nos-á a nós e tornará mais luminoso o mundo. Amém.”


Homilía do Santo Padre na Missa do Galo, Cidade do Vaticano (Itália).

Monday, December 17, 2007

maçã, maçã, maçã...



The sea it swells like a sore head and the night it is aching
Two lovers lie with no sheets on their bed
And the day it is breaking

On rainy days we'd go swimming out
On rainy days swimming in the sound
On rainy days we'd go swimming out

Chorus:
You're in my mind all of the time
I know that's not enough
If the sky can crack there must be someway back
For love and only love
Electrical storm (x3)
Baby don't cry

Car alarm won't let you back to sleep
You're kept awake dreaming someone elses dream
Coffee is cold but it'll get you through
Compromise that's nothing new to you
Let's see colours that have never been seen
Let's go to places no one else has been

Chorus

It's hot as hell, honey in this room
Sure hope the weather will break soon
The air is heavy, heavy as a truck
We need the rain to wash away our bad luck

You're in my mind all of the time
I know that's not enough
Well if the sky can crack there must be some way back
To love and only love
Electrical storm (x3)
Baby don't cry (x3)

Friday, December 07, 2007

Quinta-feira negra



Hoje meu dia foi trivial. Trivial?! Sim, trivial. Quando eu estudava na UnB, eu fiz muitas matérias de exatas do Departamento de Matemática eu tinha um Professor Gordo, sim, gordo. Não vou falar gordinho porque isso é coisa de boiola. Ele usava óculos redondos e olhava-me com desconfiança. Aliás, todo mundo. "Você é da Economia?! Está fazendo EDO (equações diferenciais ordinárias)?! No verão?! Vc não tem o que fazer?!" isso quando eu não escutava "Você quer repetir?!"... eu tive que mostrar para engenheiros, os caras da computação, da matemática que eu estava em pé de igualdade... no fim, fiquei com média 11,5, de 10... foi a mais alta nota e ganhei a simpatia do meu Professor. Nunca mais o vi.

Mas por que hoje foi 'trivial'?! Porque toda vez que o Sr Novaes demonstrava um teorema difícil, ele dizia para mim, "é trivial isso, Raphael!" e lá ia eu quebrar a cabeça a tarde toda, às vezes, a semana toda para demonstrar... bons tempos, verão de 2004... as coisas eram simples naquela época.

Hoje foi um dia difícil. Eu passei mal a manhã toda, comi demais no lanche do curso e misturei café (sim, eu estou bebendo uma quantidade de uns 8 copos descatáveis por dia para me manter vivo) com água. Não é muito bom! Mas estou vivo. Eu aprendi uma coisa muito legal no curso hoje: mercado financeiro. Aprendi sobre 'risco'. O que é risco?! Vou explicar: você tem uma moeda, lança para cima, se der cara, eu ganho 10 reais, se der coroa, você ganha dez reais meus. Isso é arriscado. Na média, se lançar inúmeras vezes a moeda, deveria ganhar nada. Mas posso perder sucessivamente... isso é risco!

Na vida corremos riscos. Atravessar uma rua é arriscar a vida. Fazer a mega-sena, é arriscar a perder. Fazer uma viagem, é arriscar a se divertir. Lançar-se na piscina, é arriscar a se molhar, por mais que seja certo de se molhar! Mas enfim, risco é isso... no mercado financeiro, diz-se que "devemos comprar na baixa uma ação e vender quando estiver valorizada, tendo lucro", mas podemos arriscar erroneamente e perder. Quando tomamos um investimento arriscado demais (aquele que estamos prestes a perder), dizemos que operamos 'alavancado'. O contrário, é fazer 'hedge'.

Na minha vida, sempre operei alavancado. Eu me dei muito bem nas minha operações. Ganhar prêmios, passar em provas, conhecer pessoas, viver perigosamente e ganhar muito. Eu queria operar em 'hedge', mas quando operamos em 'hedge', ganhamos pouco... eu vou arriscar mais uma vez, eu vou me lançar num investimento de risco, será que ganho?! Será um bom presente de Papai-Noel... mas o Papai-Noel não costuma me dar o que eu quero... não sou ingrato, sou exigente!

Bem, deixa o Papai-Noel quieto por hora, depois eu digo minha lista de presentes... mas eu vou tomar risco... eu não posso fazer mais nada... vou tomar emprestado um texto meu, que tinha no meu antigo fotolog:

"Chega a determinado momento do jogo em que pequenas apostas não mais assustam ninguém na mesa... as apostas dos adversários são grandes e ganha quem mais pode por em jogo na mesa... de fato, as apostas parecem pequenas para o que se pode obter quando se ganha! É preciso ter ousadia assustar os presentes na mesa, num lance único, e ganhar o prêmio da noite... perder?! Sim, há esse risco... mas o que seria de nós se não existissem pessoas que são ousadas o suficiente para vencer?! Nada! Porque arriscar é viver...

"Rir é arriscar-se a parecer louco.
Chorar é arriscar-se a parecer sentimental.
Estender a mão para o outro é arriscar-se a se envolver.
Expor seus sentimentos é arriscar-se a expor seu eu verdadeiro.
Amar é arriscar-se a não ser amado.
Expor suas idéias e sonhos ao público é arriscar-se a perder.
Viver é arriscar-se a morrer.
Ter esperança é arriscar-se a sofrer decepção.
Tentar é arriscar-se a falhar.
Mas… é preciso correr riscos.
Porque o maior azar da vida é não arriscar nada…
Pessoas que não arriscam, que nada fazem, nada são.
Podem estar evitando o sofrimento e a tristeza.
Mas assim não podem aprender, sentir, crescer, mudar, amar, viver…
Acorrentadas às suas atitudes, são escravas;
Abrem mão de sua liberdade.
Só a pessoa que se arrisca é livre…
“Arriscar-se é perder o pé por algum tempo
Não se arriscar é perder a vida…” ""

Eu tenho dois àses e estamos na última rodada de apostas. O que você faria?! Eu vou apostar tudo e ver se ganho com uma dupla, é tudo o que tenho. Mas o importante é arriscar... vamos de quanto eu perco...

Wednesday, December 05, 2007

Pequeno pássaro


Era uma quarta. E do alto de meu telhado, aquele que emcobre minha varanda, um ser cai. Ele é pequeno. Voa baixo. Incomoda alguns que dormem após o almoço, na rede. Eu, deito-me na sala, na tapete. Escuto o pedido de ajuda. Ignoro. Volto aos meus pensamentos, minhas preocupações. Todos saem para trabalhar. Fico em casa. Escuto o pedido de ajuda. Mais uma vez. Levanto-me. Debatendo-se no chão, um pequeno pássaro. Pequeno mesmo. Com seu vôo pequeno, rasteiro, passeia sobre a varanda. Tento pegá-lo e consigo. Berro. Berro para ver que consegui pegá-lo. Minha imrã chega e vê, toma de minhas mãos e começa a cuidar dele. Põe numa caixa furada, de papelão, com papa e começa a criá-lo. São quatro dias. Quatro dias de paixão, pouco, realmente pouco. Os cuidados não são suficientes. No sábado, fazendo o almoço, não escuto mais o seu pedido de ajuda. Atendo o telefone, volto a cozinhar.

Minha irmã chega. Abre uma aba da caixa e depois outra. Nota que naquele ninhozinho que armara para aconchegar os dois filhotes, sim, dois filhotes, pois o segundo também fora abandonado pela mãe, no ninho que havia no meu telhado. Ela tomou os dois para criar, deu nome a ambos, Juvenal e Joaquim. Juvenal era sempre mais arisco, não deixava abrir o bico para tomar a papa na seringa; Joaquim aceitava com menor resistência.

Mas quando olhou aquele ninho, como dizia, eles não mais se mexiam. Estavam duros. Ela grita. Aproximo-me. Passo a mão sobre sua cabeça, abraço-a. Até eu, sem muito sentimento, sem muito a entender o que significava aquilo tudo, sinto a dor de minha irmã.

No jardim de casa, eles são enterrados.

Sunday, December 02, 2007

I'm singing in the rain!!!

Está acabando o ano. 2007 foi muito bom para mim, e na verdade, eu tenho motivos ainda para que ele acabe; e estou contando os dias para isso [faltam 29!], principalmente a virada... o ano que vem tem tudo para ser melhor ainda... mas enquanto ele não chega, eu canto e danço igual o Gene, na chuva mesmo, with a happy refrain!