Monday, November 12, 2007

Raios!!

RAIIIOOSS!!!

Fui convidado pra uma tal de suruba,
Não pudia ir, Maria foi no meu lugar
Depois de uma semana ela voltou pra casa,
Toda arregaçada não podia nem sentar.

Quando vi aquilo fiquei assustado,
Maria chorando começou a me explicar.
Daí então eu fiquei aliviado,
E dei graças a Deus porque ela foi no meu lugar

Roda, roda e vira, solta a roda e vem
Me passaram a mão na bunda e ainda não comi ninguém
Roda, roda e vira, solta a roda e vem
Neste raio de suruba, já me passaram a mão na bunda,
E ainda não comi ninguém!
[Mamonas Assassinas, Vira-vira]



RAIIIIOOSS!!!

Quem nunca ouviu essa música, pode atirar a primeira pedra. Bom, pelo meu conservadorismo excessivo, eu não gostava de Mamonas Assassinas. Sim, eu era diferente demais, por isso, ganhei destaque na minha quinta série. Mas se era o único a demonstrar que não gostava, era um dos poucos a demonstrar que cantava... Bem, mas isso é pretexto para dizer que um raio quase acertou minha casa. Sim, quase. Será um sinal do além?! Será que há mais surpresas?! Será que devo apostar na mega-sena?! Será que um raio não cai no mesmo local?!

Bom, o fato é que um raio passou raspando pelo meu telhado, e atingiu uma árvore, do outro lado da rua! Não, não tinha nenhum carro, não tinha ninguém atravessando, e fazia, segundos os relatos de minha mãe, um grande e gigantesco roda-moinho, daqueles que às vezes visitam a casa do Mickey Mouse todo início de ano.

Aliás, diga-se de passagem que o Mickey é muito mais macho que rato. Por que?! Pensa só: imagina se um furacão passa pela sua casa... o que você faria. Bem, deixe-me advinhar: você correria para o porão e se esconderia, se não, até mesmo, você fugiria para longe, evitando um desastre de como aconteceu em Nova Orleans, com o furacão Katrina, que o desgraçado do Bush filho não teve coragem de socorrer na hora certa, porque é um incopetente, e que a Lousiania tenha Jazz e que o estado do Texas e os texanos tenham muita raiva por isso.

Mas deixemos a política interna americana para eles, e voltemos para o Mickey. Ele jamais fugiria da Disney, não porque é um rato, nem porque o Walt pôs ele lá, mas, acima de tudo, é porque ele é macho pra cacete! Ele não largaria a Minnie, não largaria o Pluto, nem o Pato Donald, sequer o Pateta e o chato do Zé Carioca.

E sabe porque?! Porque o Mickey é um porco capitalista que eu gosto! Ele gosta do dinheiro que as criancinhas deixam lá, e gosta da família que ele criou lá. Eu sou fã do Mickey, acho que ele deveria concorrer nas próximas eleições para o governo do Estado local, a Flórida, desbancando o Bush irmão; e isso daria certo, pois o Mickey, como toda a indústria cinematográfica, deve ser Democrata.

Bem, o safado do Mickey tem ainda um futuro promissor, e, suponho eu, na ingenuidade de meus pensamentos, que ele pode se casar, envelhecer um pouco, por a Disney para um bom assessor administrar e tocar o negócio; talvez a Minnie tenha senso empreendedor e consiga gerar dividendos para a campanha e ainda sim o Mickey pode chegar a Casa Blanca.

Tomara que ele não dê uma puladinha da cerca e se aproveite de ser democrata e de estar na casa Blanca para pegar alguma estagiária e por tudo a perder. Mas acho que ele não chega longa não, porque é burro e tem mal serve para cobaia de laboratório de psicologia. Eu mesmo já tentei chutar a bunda dele e dar uma lambada nele, mas não deu; aquele porco-capitalista é forte, igual o papai-noel, mas deste, eu cuido noutro post...

Bem, tirando o Mickey, os americanos e o papai Noel (por enquanto...) dessa fucking story, minha casa perdeu algumas telhas, amanhã chega os pedreiros para arrumar. Diga-se de passagem, as chuvas aqui dessa cidade estão varrendo tudo, até os telhados do Pier... sim, a alguns dias isso aconteceu...

Aliás, falando em Papai Noel, o Natal vem chegando... o que vou pedir?! Conto noutra estória...





[Mickey na arte de Andy Warhol, o criador do por-art; visão da árvore destruída, assim que cheguei em casa a noite. Crônicas da semana, agora aqui no NTDN]