Quando eu cheguei em casa na madrugada do dia 16 para o dia 17, sentei-me na chaise do sofá branco da sala. Olhei e avistei um dos quadros franceses de minha mãe na parede e algo me veio a cabeça. Algo meio Revolução Francesa com Napoleão, enfim, uma coisa a ver. Imaginei se Napoleão tivesse enfrentado e ganho da Rússia do Czar Alexandre I, neto de Catarina, a Grande. Talvez a Revolução Francesa não tivesse sido Proclamada, talvez os ideais de liberdade, igualdade, fraternidade, presentes no Terceiro Estado Francês não tivessem inspirado os Pais dos Estados Unidos e hoje, ainda tivéssemos as trezes colônias pertencentes a Grã-Bretanha. Talvez, Tchaikovsky não tivesse composto uma das mais belas obras da música - 1812, Abertura. E isso que me liguei ao ver na biblioteca do meu Windows Media Player. Pus para tocar. Liguei o Home Theater da sala e deixei, em plena madrugada, o som invadir os meus ouvidos e aquela pintura francesa.
Em 1812, Napoleão tentou invadir a Rússia e se apropriar das riquezas daquele país, assim como fez Hitler, na Segunda Grande Guerra. Ambos fracassaram. Alexandre I, da inteligente casa dos Romanov, mandava seus exércitos recuarem e mandava a população por fogo nas casas e abandonarem as casas. Os exércitos de Napoleão ficavam na total penúria e no rigoroso inverno russo de 1812. Quando nada mais restava, Alexandre I mandava avançar e destroçar o pouco que restava de Napoleão Bonaparte.
Napoleão foi um grande líder, como um dia eu argumentei em classe, na oitava série (era uma espécie de julgamento de Napoleão e outros líderes, fui o advogado de defesa do francês), voltou a governar por cem dias, depois de assinar o Tratado de Fontainebleau. Fugitivo da Ilha de Elba, é derrotado pelos ingleses na Bélgica, em Waterloo e preso em definitivo na colônia penal Britânica de Santa Helena, no meio do Oceano Atlântico, entre o Brasil e a África. Deixou Josefina, seu grande amor, sem nenhum filho; mas casou-se com Maria Luisa da Áustria, tendo Napoleão II.
Mas sobre a orquestra de Tchaikovsky, posso dizer que o melodrama de escutar a Marseillaise, hino Nacional Francês, e uma parte do hino da Rússia Imperial, é fantástico. As salvas de canhão anunciando a virada russa, as perdas de Napoleão e o triunfo de um povo miserável e a míngua sobre uma civilização, pai e mãe de toda a tradição ocidental, a francesa. É incrivel. Embriaguei-me perto das caixas do home theater.
Um século depois, os Romanovs seriam substituídos pelos bolcheviques soviéticos e o país de russos se transformaria num União de 15 Repúblicas Soviéticas Socialistas. Mas a música de Tchaikovsky ainda lembra um passado distante daquele país...
Em 1812, Napoleão tentou invadir a Rússia e se apropriar das riquezas daquele país, assim como fez Hitler, na Segunda Grande Guerra. Ambos fracassaram. Alexandre I, da inteligente casa dos Romanov, mandava seus exércitos recuarem e mandava a população por fogo nas casas e abandonarem as casas. Os exércitos de Napoleão ficavam na total penúria e no rigoroso inverno russo de 1812. Quando nada mais restava, Alexandre I mandava avançar e destroçar o pouco que restava de Napoleão Bonaparte.
Napoleão foi um grande líder, como um dia eu argumentei em classe, na oitava série (era uma espécie de julgamento de Napoleão e outros líderes, fui o advogado de defesa do francês), voltou a governar por cem dias, depois de assinar o Tratado de Fontainebleau. Fugitivo da Ilha de Elba, é derrotado pelos ingleses na Bélgica, em Waterloo e preso em definitivo na colônia penal Britânica de Santa Helena, no meio do Oceano Atlântico, entre o Brasil e a África. Deixou Josefina, seu grande amor, sem nenhum filho; mas casou-se com Maria Luisa da Áustria, tendo Napoleão II.
Mas sobre a orquestra de Tchaikovsky, posso dizer que o melodrama de escutar a Marseillaise, hino Nacional Francês, e uma parte do hino da Rússia Imperial, é fantástico. As salvas de canhão anunciando a virada russa, as perdas de Napoleão e o triunfo de um povo miserável e a míngua sobre uma civilização, pai e mãe de toda a tradição ocidental, a francesa. É incrivel. Embriaguei-me perto das caixas do home theater.
Um século depois, os Romanovs seriam substituídos pelos bolcheviques soviéticos e o país de russos se transformaria num União de 15 Repúblicas Soviéticas Socialistas. Mas a música de Tchaikovsky ainda lembra um passado distante daquele país...
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