"All I want you to know; I love you
All I need is the time to show you how I feel"
[Analogue - A-ha]
O título é engraçado?! Claro que é... parecem aquelas redações de primário: minhas férias! Mas sabe de uma coisa, esse post apesar de não ser uma redação de primário, é um depoimento de uma criança inocente, que lhe tiraram o doce da boca. Era um menino, que tirou da caixinha de bombom, um bombom. Por sua sorte, era o mais doce, era o mais gostoso, era tudo de bom. Mas aí, veio o homem mal e retirou da boca dele o bombom. Que triste, não é?! Mas não se preocupe, que descobri que há coisas piores nesse mundo... sabe, você perder o bombom por sua própria culpa. Cada passo que damos na vida, é fruto de uma decisão, seja planejada por um subconsciente, seja por um consciente... ora por falta de informação também... quem imaginaria que se eu deixasse meu bombom no meu andador, alguém tomaria de mim?! Não existe esse negócio de pré-destinação, isso é da Igreja Católica do século XV. Aconteceu, porque alguém teve culpa, prefiro que seja minha, prefiro destruir todos os sentimentos que ainda restam em mim... sabe, um amigo me disse certa vez que isso é bom... quando eu tiver todo destruído, todos os entraves que me bloqueariam de ser feliz acabariam... não sei muito bem se isso é verdade... mas é tão estranho caminhar sem um rumo, escrever sem uma inspiração, olhar para o céu e não ver Sol, olhar para as ruas e não ver carros, parece tudo tão vazio, pareço tão vazio... queria tomar uma máquina do tempo e tanto, tanto, resgatar tudo o que me pertenceu por uma fração de segundo... isso é tão massacrante, tão angustiante, tão depressivo imaginar que você teve a chance de mudar tudo, mas por uma falta de ação, tudo foi pelos ares... tudo perdeu a razão de ser...
Bem, dizer que tudo continua, é apenas um eufemismo de um estado de espírito destruído... nada volta a serem as mesmas coisas... mudou... é uma pena, mas que pena mesmo... podia ser tão diferente, assim como eu sair de casa e nunca mais voltar, eu podia tomar essa decisão agora... sei lá... sumir... pois foi como um você acordasse de um sonho e tivessem lhe dado um tiro; eu quero acordar desse pesadelo, mas sei que, infelizmente, é a pura, cruel realidade... de um tiro, não se levanta fácil, aguardam-se as melhoras, mas não se recupera totalmente, os ferimentos são profundos e as cicatrizes nunca se vão...
Desculpa, esse texto está horrivel, mas também estou, apesar de ter uma idéia do que estava acontecendo, nunca poderia imaginar que a chance se foi ali mesmo... que raiva, que droga! Não consigo imaginar isso. É tão perto e tão distante, não tenho como definir essa fatalidade, só a me culpar... e eu me pergunto: por que comigo?! Só por que eram sinceros os sentimentos?! Só por que eu realmente gostava de... você?!
É o golpe que não tinha ainda tomado, cai no chão... ninguém me levantará... e sabe por quê?! Porque a sinceridade nunca foi algo recomendado, tem uns idiotas que são sinceros, sabe como se chamam?! Perdedores! Eis o mistério do jogo. O jogo da vida! Ninguém se preocupa com seus sentimentos, ninguém... passa-se por cima, sem dó, sem prévio aviso, sem imaginar as conseqüências sobre quem recai...
E você não sabe de nada nesse jogo: apenas tem uma leve informação que perdeu, mas não sabe como, não sabe quem te derrotou, não sabe sequer quando...
Mas sabe, estou cansado, estou ficando mole com essas coisas, mas uma coisa sei... esse negócio de escrever é bom, estou aplicando o método de Freud e mal sabia porque estou um pouco melhor... e é assim que caminha a humanidade: por depoimentos, por historias que parecem redações idiotas, por blogs que entretem os que nada sabem, por choros, lágrimas, sorrisos, risos, piadas... mas essas últimas serão tão amarelas para mim, porque não foi uma questão de perder ou não o bombom, mas deixar perder o mais gostoso... é isso que torna doloroso... perder quando ele estava na sua boca... perder quando não se imaginava perder, perder quando se imaginava que uma boa operá se faz em três atos, tinha dois... queria mais uma, para tornar mais doce o mel dos deuses... mas ela teve o terceiro ato, de forma trágica, amarga, dolorida, triste, na frieza de cabos ópticos, na noite que agora se cala para ouvir o depoimento de uma menino que sabe que na caixa de bombom sempre se tem uma surpresa, boa ou ruim... mas quando ele pensa que perdeu o melhor bombom, ele desata em prantos e corre para o quarto para ninguém vê-lo chorar... é apenas a noite sem estrelas que lhe é sua testemunha...
... eu não quero nunca mais 'escrever', que Deus
e todos os seus santos me ajudem...














