Thursday, July 13, 2006

O fim de tudo...

"A cada minuto que passa, é uma chance de virar a mesa... e não se preocupe se o amargo é amargo demais na sua língua, sem ele, o doce não seria tão doce quanto é..."

Chegamos! Prometi um capítulo a minha novela! Tudo tem um fim, pois tudo tem um começo! Eu acho que eu cheguei ao final! Sabe, o curioso é que 'eu' cheguei ao final... entende isso?! O desgaste te faz chegar ao final, eu estou desgastado, logo, cheguei ao fim!

Sabe, esse blog tinha um objetivo diferente, ele tomou direções diferentes pelo fato de meu humor e meus gostos mudaram de direção. Agora, mudei de direção de novo, mas agora é sem rumo, a deriva, a espera daquela que me guie nesse oceano... você não foi capaz! Aham! Perfeito!

Sim, o capítulo final mudou bastante, sabe... a audiência, o público queriam um final mais feliz, menos dramático, menos meloso, mais alegre, com uma lição de moral no fim, como as velhas fábulas... vamos começar...

"Recapitulando, tinhamos um Idiota... naquele sentido! Nunca se esqueça! Alguém chegou a ele e disse 'que não vale sofrer por quem não te ama, chega, põe um ponto final nisso, Príncipe, não podes se mortificar por alguém que tu imaginaste que existiu... deixai que amizade encobra os restos do passado, nenhuma idéia vale uma vida... chega, enxuga tuas lágrimas caladas , dar voz a sua vontade, liberte-se daquela que um dia, você apaixonou-se... chega'!

O Príncipe, que sonhava com um céu de baunilha, teve a maior de suas supresas com o pensamento do amigo, aliás, grande amigo, pois esse sim soube aconselhá-lo. De fato, seguiu o principe com os ensinamentos do grande amigo, que por carta, lhe dava atenção mesmo morando longe, bem longe do frio siberiano... o Príncipe soube que era necessário o amargo que ainda lhe restava em sua boca, e foi a São Petersburgo, por influência do amigo; lá soube que o mundo é feito de pessoas que não se importam com seus sentimentos, ninguém está nem aí pelo que você sente... na qualidade de nosso Idiota, o nosso Príncipe pensava exatamente o oposto, o que levou a um desabamento psicológico sério e irremediável semana passada... até o início desse último capítulo e os conselhos de ouro ouvidos do seu amigo do porto...

Ele abriu os olhos. Alguém lhe acordou... e disse-lhe o seguinte: 'cada minuto que passa... é outra chance de virar a mesa', hum... o Príncipe sabia que havia escutado isso em algum lugar... é curioso, para o leitor isso, pois antes do século XX não exista cinema... olha só... isso está tornando a estória interessante ao extremo... talvez você não tenha pego o real significado disso... mas, continuando, o Príncipe aprendeu uma lição: ele não podia ser um Idiota... isso é profundo!!!! Demais, adoro as profundidades dos significados aparentemente sem nexo, pois se tornam uma armadilha para os desavisados... dizia o Príncipe...

Sendo assim, o Príncipe saiu andarilhando pelos lugares diversos da grande Rússia Imperial, aprendeu as lições que tornava-o Idiota e esqueceu aquela que tanto ele se dedicou, quando de seu exílio na Sibéria... sabia que ela o traía, mas sabia que nada podia fazer, pois nada havia consolidado... o céu de fato parecia baunilha, mas se revelou tão amargo que disse para si: como podemos sonhar com céus de baunilhas doces, com vozes que ecoam de céu límpido tão doces, que ao telefone queria ficar escutando-a todo santo dia! Ainda sim, nosso feliz Idiota, no sentido já discutido, não a conhecia em vida real, mas nos seus sonhos, ela o salvava...

Por fim, e fim mesmo, já que se prolonga tamanho relato, o Príncipe parte para o seu desafio maior, no cenário em que ele sonhou está, o céu de Monet, para o seu mais torturante desafio, párar de escrever para quem ele não mais ama... ... ... ... vozes ecooam numa tentativa desesperada de conter que ele cometa tal loucura, alías, era um tempo infindável ao lado de quem estava ao seu lado... pelo menos em poesia e prosa... a musa inspiradora some para nunca mais aparecer em sua história... era o fim... o fim de quem se fez de Idiota, ou melhor, de quem fizeram-no de Idiota, ou, sei lá... o fato é que se chegou ao fim... e em sua cama, numa manhã de julho fria, depois de um mês e dois dias de sonho acordado, alguém diz para o Príncipe, abra los ojos..."

Vanilla Sky

[by Sir Paul McCarthey]

The chef prepares a special menu
for your delight oh my
Tonight you fly so high up
in the vanilla sky
Your life is fine
It's sweet and sourunbearable or great
You gotta love every hour
you must appreciate
This is your time
this is your day
You've got it all...
don't blow it away
melted tea leaves cast your fortune
in a glass of wine
snail or fish
balloon or dolphin
see the silver shine

Que bom que acabou a estória... acabou mesmo, a amizade põe para tudo debaixo do tapete! Sabe que mais gostei nessa estória?! É que você terminou sem entender, e foi proposital. Sabe, um dia escutei de um publicitário famoso que quando você não entende a propaganda, é que não era para você... e como estamos cheios de curiosos nesse mundo, você não entendeu... adorei! Algumas pessoas entenderam, às vezes, para falar a verdade, falar em plural é apenas para dar também uma falsa impressão, hehehe, e pode ser que seja isso mesmo...

Anuncio que esse blog, devido aos inúmeros pedidos, fica no ar... enquanto meu humor durar; e enquanto não encontrar uma nova estória para contar, fico sem postar, mas cuidado, as estórias sempre começam sem você saiba de nada, aproveite... esteja atenta, do contrário, você perde outra pessoa legal... e uma boa estória para ler ou para contar no seu blog...

Assim termino:

"O culpado é aquele que toma conclusões precipitadas... mas ele se insenta da culpa, perante a si mesmo, quando age... a maior das culpas que um ser humano pode carregar em sua vida é a inação da possibilidade de ser feliz, você tinha a possbilidade de ser feliz e não a tomou... algo tem de que ser feito... ora para resolver o situação... ora para provocar as pessoas a agirem junto aos seus objetivos... se debata, mostre sua vontade de ser feliz... não tenha medo de errar... eu não culpo ninguém... culpava a mim, mas agora me absorvo, tomei iniciativas a fim de estar ao seu lado... não fui correspondido, e como diz c'mere, devia haver outra pessoa... você não é culpada, querida, para mim, não pense assim... é o destino... que ora nos une, ora nos desune... acabou o sonho, voltemos a nossa realidade na esperança de sermos felizes e não apenas meramente alegres... abra los ojos..."