I was just guessing at numbers and figures
Pulling the puzzles apart
Questions of science, science and progress
Do not speak as loud as my heart
And tell me you love me, Come back and hold me
Oh and I rush to the start...
[ColdPlay - The Scientist]
Cuido agora do sábado e do domingo. No último dia da semana, fui visitar na Rodovia dos Imigrantes a X Festa do Japão. Chegando a estação de metrô do Jabaquara, era possível pega um ônibus gratuito até lá.
Como toda feira, havia de tudo, carros japoneses, comidas japonesas, japoneses, japoneses e mais japoneses. Os bancos não funcionavam direito, havia dificuldade de utiliziar os terminais eletrônicos, o que inviabilizou muitas das compras minhas.
Abaixo, algumas fotos.



Uma boa peça estreada em 2004, em Viena, Áustria, e que abaixo, está a sinopse:
O Mito - Medéia é a mulher vinda da distante região de Cólquida, que pelo amor incondicional que nutria por um homem, transgrediu todas as normas de conduta de seu tempo. Medéia é um arquétipo extremamente passional. É capaz de amar com todas as suas forças, mas também de converter esse amor em um terrível ódio. Em uma civilização em que a mulher deveria ser silenciosa, submissa e passiva, Medéia faz exatamente o contrário. Pegando atributos então exclusivos do comportamento masculino, ela torna-se ativa, agressiva, forte, enérgica e capaz de tomar decisões.
Na montagem da companhia espanhola, aparecem quatro Medéias que encarnam os quatro elementos da natureza: MedéiaTerra, que representa os ancestrais e sua ligação com Cólquide, o local onde nasceu; Medéia Fogo que, apaixonada por Jasón, trai aos seus; Medéia Água, a estrangeira que vive num país estranho onde perde todas suas raízes; e a Medéia Vento, que busca recuperar a força e os ancestrais de sua terra natal. A montagem dá um colorido à personagem segundo visão e linguagem absolutamente contemporâneas. O subtítulo “a estrangeira” se refere ao drama das migrações, típico deste início de século, no qual uns deixam seus países buscando “vencer na vida” e acabam encontrando desprezo e xenofobia.
Depois, fomos para casa.
No domingo, visitei a Exposição do Corpo Humano - Real e Fascinante, no Parque do Ibirapuera, na Oca. Sem poder fotografar, ficamos observando os cadáveres dissecados. Fui com meu amigo da pós e encontrei com uma amiga também da pós lá. Interessante, apesar de um pouco forte ficar vendo fetos mortos em vidros, mas já tinha tido outras ocasiões em minha vida que vi algo do tipo.
Após a exposição, comemos no New Dog, onde meu amigo me levou. Um importante ponto gastrônomico da noite paulistana, após as baladas.
Passeamos por Jardins Paulistas e Jardim Europa, o que foi muito interessante observar as grandes construções, casas, o Ibmec-SP, e ruas e avenidas em pleno fim de semana, cheias...
No fim da noite, depois de irmos a missa, tentamos ver a gravação de um DVD de uma cantora no SESC; nem sabíamos quem era, só sabíamos que era de graça e fomos lá participar, contudo, como estava cheio e o evento não se pagava nada, houve uma pequena manifestação por lá que resultou em insultos e acusações contra os organizadores: havia gente na fila com o convite da cantora mas que não podia entrar, dado a capacidade ultrapassada do teatro.
Fomos embora. Em casa, arrumei a mala e armei o plano de viagem frustado de segunda. O que, como vocês viram, resultou em minha vinda a minha terra apenas às três horas da manhã de quinta. Abaixo, resumo como foi isso:
Depois de remarcar a passagem, de tomar um translado para o Hotel Bristol Dobly, em Guarulhos, de onde partiria meu vôo para o Rio, e depois Brasília, tomei o quarto 155.
Com jantar, café e almoço pagos pela GOL, fui almoçar, após ter visto na TV o deslizamento da pista principal de Congonhas. É ruim ficar num hotel só. Por mais que você faça a maior das bagunças, a maior zona em tudo, você, na verdade, continua só no quarto vendo TV... no meu caso, filmes, como o O jornal, com Robert Duvall e Michael Keaton, jornalistas de um jornaleco de New York. Keaton deseja uma carreira melhor para poder ter com tranquilidade sua filha que está para nascer. Gostei, assim como um filme que tinha visto com minha irmã na véspera da viagem, O homem que não estava lá. Ambos na TNT.
Todas as noites eram ruins e tinha que dormir cedo. Fazia muito frio em Guarulhos... na manhã de terça, devido a todo meu isolamento, sentei de propósito em uma mesa com um piloto, no café. Conversei com ele. Era piloto da GOL e havia dito que de fato o problema em Congonhas era devido aos pilotos não quererem mais pousar nem decolar em Congonhas. "Ninguém quer arriscar a vida", dizia ele. No restante da terça, foi um tédio. Perdido o aniversário de uma amiga na segunda, tive que 'me aturar' no restante do dia e dormir mais cedo. Na noite de terça para quarta, o último dia, dado que meu vôo era às 18h, acordei de madrugada e escrevi um pequeno texto. Você pode achar besteira, mas eu achei importante, não pelo que está escrito, mas pelo significado... bem, quem já estudou um pouco de surrealismo e de Salvador Dali, sabe o que estou falando...
Bem estranho, fiz algumas adaptações."Eu vivo igual a um cachorrinho nesse hotel, não porque eles me adestram a comer na hora certa ou a ir ao banheiro em horários e locais combinados, mas é que estou num local estranho, por pouco tempo, longe das pessoas que considero; faz-me levantar para tomar café, dormir, levantar para almoçar, dormir e levantar para jantar e depois dormir..."
Fotos do Bristol Dobly International Hotel:
[Saguão do Hotel, Guarulhos]
[Saguão, do mezanino]
[Hotel, do 15°. Andar]
[Sala de jogos]
[Havia alguns objetos de aviação, como a caixa 'preta', na foto, na verdade, laranja]
[Avião, miniatura da falecida VASP]
[Meu cartão de entrada no quarto]
No mais, fui a Aeroporto de Cumbica na manhã de quarta para fazer logo o check-in, o que foi possível apenas após às 14h. O vôo atrasou 2h e só sai de Sampa às 20h, chegando a noite no Rio, às 23h. Cansei de ver na telinha meu vôo chegando mais próximo nos terminais... cansei de ouvir também The Scientist, do ColdPlay... só tocava isso na Radio Aeroporto... Esperamos mais. Só cheguei na capital às 3h da manhã, recebido pela minha família...
[Aeroporto de Cumbica]
[Aviões no pátio...]
[Bye, bye, Sampa...]
[Avião cheio?!]
[Aeroporto Antonio Carlos Jobim, Galeão, RJ]
[A volta para a terrinha...]O meu pai era paulista
Meu avô, pernambucano
O meu bisavô, mineiro
Meu tataravô, baiano
Meu maestro soberano
Foi Antônio Brasileiro
Foi Antônio Brasileiro
Quem soprou esta toada
Que cobri de redondilhas
Pra seguir minha jornada
E com a vista enevoada
Ver o inferno e maravilhas
Nessas tortuosas trilhas
A viola me redime...
[Vinícius de Moraes, Tom Jobim - Paratodos]
Fim da série.





















