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Sunday, August 05, 2007

Fim de semana, a volta, o desfecho...

I was just guessing at numbers and figures
Pulling the puzzles apart
Questions of science, science and progress
Do not speak as loud as my heart
And tell me you love me, Come back and hold me
Oh and I rush to the start...

[ColdPlay - The Scientist]


The O Sol batia forte da janela do apartamento, via as silhuetas dos altos prédios de Higienópolis, e o noticiário da Globo News que ainda falava do acidente. Partia na segunda, e era sábado, tudo indicava que voltaríamos com Sol, até porque no domingo também fez um Sol intenso. Mas como você leu em posts passados, não foi assim tão tranquila minha segunda.

Cuido agora do sábado e do domingo. No último dia da semana, fui visitar na Rodovia dos Imigrantes a X Festa do Japão. Chegando a estação de metrô do Jabaquara, era possível pega um ônibus gratuito até lá.

Como toda feira, havia de tudo, carros japoneses, comidas japonesas, japoneses, japoneses e mais japoneses. Os bancos não funcionavam direito, havia dificuldade de utiliziar os terminais eletrônicos, o que inviabilizou muitas das compras minhas.

Abaixo, algumas fotos.








Depois, à noite, fui ao teatro, ver uma peça em espanhol chamada La Extranjera, no teatro São Pedro, da companhia de Teatro Espanhola Atalaya.

Uma boa peça estreada em 2004, em Viena, Áustria, e que abaixo, está a sinopse:

O Mito - Medéia é a mulher vinda da distante região de Cólquida, que pelo amor incondicional que nutria por um homem, transgrediu todas as normas de conduta de seu tempo. Medéia é um arquétipo extremamente passional. É capaz de amar com todas as suas forças, mas também de converter esse amor em um terrível ódio. Em uma civilização em que a mulher deveria ser silenciosa, submissa e passiva, Medéia faz exatamente o contrário. Pegando atributos então exclusivos do comportamento masculino, ela torna-se ativa, agressiva, forte, enérgica e capaz de tomar decisões.

Na montagem da companhia espanhola, aparecem quatro Medéias que encarnam os quatro elementos da natureza: MedéiaTerra, que representa os ancestrais e sua ligação com Cólquide, o local onde nasceu; Medéia Fogo que, apaixonada por Jasón, trai aos seus; Medéia Água, a estrangeira que vive num país estranho onde perde todas suas raízes; e a Medéia Vento, que busca recuperar a força e os ancestrais de sua terra natal. A montagem dá um colorido à personagem segundo visão e linguagem absolutamente contemporâneas. O subtítulo “a estrangeira” se refere ao drama das migrações, típico deste início de século, no qual uns deixam seus países buscando “vencer na vida” e acabam encontrando desprezo e xenofobia.


[Imagens da Peça, teatro São Pedro]


Depois, fomos para casa.

No domingo, visitei a Exposição do Corpo Humano - Real e Fascinante, no Parque do Ibirapuera, na Oca. Sem poder fotografar, ficamos observando os cadáveres dissecados. Fui com meu amigo da pós e encontrei com uma amiga também da pós lá. Interessante, apesar de um pouco forte ficar vendo fetos mortos em vidros, mas já tinha tido outras ocasiões em minha vida que vi algo do tipo.


[Oca - Pq do Ibirapuera, SP]


Após a exposição, comemos no New Dog, onde meu amigo me levou. Um importante ponto gastrônomico da noite paulistana, após as baladas.

Passeamos por Jardins Paulistas e Jardim Europa, o que foi muito interessante observar as grandes construções, casas, o Ibmec-SP, e ruas e avenidas em pleno fim de semana, cheias...

No fim da noite, depois de irmos a missa, tentamos ver a gravação de um DVD de uma cantora no SESC; nem sabíamos quem era, só sabíamos que era de graça e fomos lá participar, contudo, como estava cheio e o evento não se pagava nada, houve uma pequena manifestação por lá que resultou em insultos e acusações contra os organizadores: havia gente na fila com o convite da cantora mas que não podia entrar, dado a capacidade ultrapassada do teatro.

[Altar da Igreja]


Fomos embora. Em casa, arrumei a mala e armei o plano de viagem frustado de segunda. O que, como vocês viram, resultou em minha vinda a minha terra apenas às três horas da manhã de quinta. Abaixo, resumo como foi isso:

Depois de remarcar a passagem, de tomar um translado para o Hotel Bristol Dobly, em Guarulhos, de onde partiria meu vôo para o Rio, e depois Brasília, tomei o quarto 155.

Com jantar, café e almoço pagos pela GOL, fui almoçar, após ter visto na TV o deslizamento da pista principal de Congonhas. É ruim ficar num hotel só. Por mais que você faça a maior das bagunças, a maior zona em tudo, você, na verdade, continua só no quarto vendo TV... no meu caso, filmes, como o O jornal, com Robert Duvall e Michael Keaton, jornalistas de um jornaleco de New York. Keaton deseja uma carreira melhor para poder ter com tranquilidade sua filha que está para nascer. Gostei, assim como um filme que tinha visto com minha irmã na véspera da viagem, O homem que não estava lá. Ambos na TNT.

Todas as noites eram ruins e tinha que dormir cedo. Fazia muito frio em Guarulhos... na manhã de terça, devido a todo meu isolamento, sentei de propósito em uma mesa com um piloto, no café. Conversei com ele. Era piloto da GOL e havia dito que de fato o problema em Congonhas era devido aos pilotos não quererem mais pousar nem decolar em Congonhas. "Ninguém quer arriscar a vida", dizia ele. No restante da terça, foi um tédio. Perdido o aniversário de uma amiga na segunda, tive que 'me aturar' no restante do dia e dormir mais cedo. Na noite de terça para quarta, o último dia, dado que meu vôo era às 18h, acordei de madrugada e escrevi um pequeno texto. Você pode achar besteira, mas eu achei importante, não pelo que está escrito, mas pelo significado... bem, quem já estudou um pouco de surrealismo e de Salvador Dali, sabe o que estou falando...

"Eu vivo igual a um cachorrinho nesse hotel, não porque eles me adestram a comer na hora certa ou a ir ao banheiro em horários e locais combinados, mas é que estou num local estranho, por pouco tempo, longe das pessoas que considero; faz-me levantar para tomar café, dormir, levantar para almoçar, dormir e levantar para jantar e depois dormir..."

Bem estranho, fiz algumas adaptações.

Fotos do Bristol Dobly International Hotel:

[Saguão do Hotel, Guarulhos]

[Ali estava meu quarto: 155]

[Saguão, do mezanino]

[Hotel, do 15°. Andar]

[Sala de jogos]

[Havia alguns objetos de aviação, como a caixa 'preta', na foto, na verdade, laranja]

[Avião, miniatura da falecida VASP]

[Meu cartão de entrada no quarto]


No mais, fui a Aeroporto de Cumbica na manhã de quarta para fazer logo o check-in, o que foi possível apenas após às 14h. O vôo atrasou 2h e só sai de Sampa às 20h, chegando a noite no Rio, às 23h. Cansei de ver na telinha meu vôo chegando mais próximo nos terminais... cansei de ouvir também The Scientist, do ColdPlay... só tocava isso na Radio Aeroporto... Esperamos mais. Só cheguei na capital às 3h da manhã, recebido pela minha família...

[Aeroporto de Cumbica, Guarulhos]

[Aeroporto de Cumbica]

[Aviões no pátio...]

[Bye, bye, Sampa...]

[Avião cheio?!]

[Aeroporto Antonio Carlos Jobim, Galeão, RJ]

[A volta para a terrinha...]

Viajar de avião não tem a vantagem de ver a paisagem passar, aliás, era noite... eu vi as pessoas pequenas, na Terra, carros indo e vindo, os prédios acendendo e apagando nos apartamentos, os barcos na Baía da Guanabara, a Ilha do Governador, o Aeroporto Antonio Brasileiro, as árvores organizadas de Brasília... a frenagem tranquila e harmonica na pista seca do Aeroporto Pres. Juscelino Kubitschek... dormi a viagem toda... vi inferno e maravilhas...

O meu pai era paulista
Meu avô, pernambucano
O meu bisavô, mineiro

Meu tataravô, baiano
Meu maestro soberano
Foi Antônio Brasileiro

Foi Antônio Brasileiro
Quem soprou esta toada
Que cobri de redondilhas
Pra seguir minha jornada
E com a vista enevoada
Ver o inferno e maravilhas

Nessas tortuosas trilhas
A viola me redime...

[Vinícius de Moraes, Tom Jobim - Paratodos]

Fim da série.

Saturday, August 04, 2007

O que é verdadeiramente São Paulo?!

"Amou daquela vez como se fosse o último
Beijou sua mulher como se fosse a única
E cada filho como se fosse o pródigo
E atravessou a rua com seu passo bêbado
Subiu a construção como se fosse sólido
Ergueu no patamar quatro paredes mágicas
Tijolo com tijolo num desenho lógico
Seus olhos embotados de cimento e tráfego"
[Chico Buarque - a Construção]


Sem dúvida, o fim estava próximo e tinha que visitar os lugares mais legais de São Paulo ainda, como a Praça da República, a Ipiranga com a São João, o Mercado Municipal, a 25 de Março...

No caminho, encontrei lugares ainda mais legais...

Era uma sexta ensolarada, finalmente eu via algo em São Paulo que pensava que não existia, o Sol. Sim, porque tinha visto de tudo, mas o Sol estava sempre atrás das nuvens desde quando tinha chegado.

O programa do dia era simples, visitar a rua 25 de Março, a rua dos camelôs... Para isso, um plano! Descer na praça da República, visitar alguns dos mais importantes prédios de Sampa, subir a Ipiranga, cruzar com a São João e seguir em direção ao centro. Lá, chegar até o Viaduto do Chá, ir até a 25 de Março e terminar no Mercado Municipal.

Assim quando chego na Pça da República, a novidade: o Edifício Itália. O prédio mais alto da capital paulista durante muito tempo. Em cima, há um restaurante, o Terraço Itália, um dos melhores, mas mais caros e com um clima romântico, segundo tive a informação...


Do lado, o Edifício Copan, o Edifício desenhado pelo consagrado Oscar Niemeyer, é a maior estrutura de concreto armado de São Paulo e o prédio mais charmoso, por ter uma forma de til.


Fazendo sombra ao Copan, está o famoso Hotel Hilton, em formato redondo, mas desativado, em virtude do novo hotel em atividade na cidade.


Todos eles a beira da Av. Ipiranga, e nesse foto aréa, que não é minha, podemos ver o encontro dessas três obras se encontrando numa das avenidas mais famosas de Sampa.


Mas tem coisas que não devemos deixar de passar, apenas para quebrar um pouco a cara e verificar se tudo o que se fala é verdade... e assim foi com o famoso cruzamento:

"Alguma coisa acontece no meu coração
Que só quando cruza a Ipiranga e Av.São João...

É que quando eu cheguei por aqui eu nada entendi
Da dura poesia concreta de tuas esquinas
Da deselegância discreta de tuas meninas
Ainda não havia para mim Rita Lee , a tua mais completa tradução

[...]

Porque és o avesso do avesso do avesso do avesso
Do povo oprimido nas filas, nas vilas, favelas
Da força da grana que ergue e destrói coisas belas
Da feia fumaça que sobe apagando as estrelas..."

Caetano disse isso, e fui lá ver, subi a Av. Ipiranga, e de repente me deparo com a placa:


Na frente, um poste com o brasão da República, mas não dá para ver; no fundo, a placa: Av. Ipiranga X Av. São João. Não me pergunte se sente algo ao se cruzar... porque não se sente nada... mas durante o subir da Ipiranga, nota-se uma cidade pacata e agitada, com pessoas diferentes e normais, ricas e pobres, bem-vestidas e mal-trapilhos, prédios altos e prédios baixos, mulheres bonitas, simpáticas, discretamente deselegantes, sem maquiagem, com maquiagem, jornais e revistas nas bancas, semáforos, concreto, a dura poesia concreta de suas esquinas...

É difícil entender São Paulo, mas a música diz tudo ao se caminhar pelas suas ruas e avenidas, é o povo apertado no metrô, nos ônibus, nas filas do bilhete único, nos trens para chegar ao trabalho... oprimido, é a grana que ergue prédios e casas luxuosas, shoppings... e destrói algumas coisas belas: o caminhar pacato de suas avenidas a noite, a garoa de todas as manhãs e traz a feia fumaça que encombre o estrelar... São Paulo é avesso, é o avesso do avesso, é vida, é morte, é contraste... muito contraste... mas um contraste num equilíbrio harmônico, instável, claro, mas harmônico...

Foi interessante continuar subindo a Av. São João, e notar essas coisas todas ainda... na Igreja do Largo...


É o viaduto do Chá, no Anhagabaú e suas árvores que lembram Brasília, mas com um verde vivo, úmido...


É a Faculdade de Direito do Largo de São Francisco, e o pensar que Alencar, Bilac, Lobato, Telles, Mesquita... grandes escritores da Literatura Brasileira estiveram ali...


A poesia, a prosa nasceu, foi criada, e viveu no Rio... mas se educou em São Paulo!

Mas também São Paulo foi a 25 de Março para mim, e meu almoço no Mercado Municipal daquela sexta-feira, além da volta ao bairro da Liberdade mais uma vez!

Haja oriental e descendentes de italianos naquela terra!

Assim terminou meu dia, na Vila Madalena, a convite de um amigo, em um bar temático, com assinaturas de muitos cariocas no teto; mas, no fim, Caetano tinha razão... Sampa tem poesia...

Friday, August 03, 2007

O tempo não pára...

Amanheceu, peguei a viola
Botei na sacola e fui viajar

Sou cantador e tudo nesse mundo
Vale prá que eu cante e possa praticar
A minha arte sapateia as cordas
E esse povo gosta de me ouvir cantar
Amanheceu...
[Amanheceu, peguei a viola - Renato Teixeira]



[Avenida Paulista - ao lado, o MASP, Museu de Arte de São Paulo]

Ir a São Paulo e não ir ao MASP, é como ir a Paris e não ir ao Louvre. Um museu de arte que contém alguma das mais importantes obras de grandes pintores dos séculos XVII, XVIII, XIX e XX.

Pude conferir um grande acervo, impossível de ser fotografado. Impossível?! Não para mim! Após ter me lembrado que meu celular tira foto tão bem quanto minha câmera, tirei foto de alguns gobelins, pintura sobre tapete, indianos. Na verdade, os melhores são os franceses, mas a origem está no país de Gandhi.


Essa foi minha façanha do dia! Se bem que após a saída do MASP, a aventura foi maior! Por que?! Bem, depois de descer para o primeiro andar e ver a arte no Brasil, no período que Charles Darwin esteve no Brasil, sai para almoçar. Aprendi! Não comi no Museu, onde gastaria muito e comeria muito mal. Comecei a andar pela Av. Paulista e observar seus arranhas-céus...


[Prédio do Banco Santander, na Av. Paulista]

De bancos, como o Santander Espanhol, ou da toda-poderosa Federação dos Indústrias de São Paulo, a FIESP, como abaixo.




Depois, cansado, resolvi descer a Brigadeiro Luís Antônio. ´Sim, descer toda a Brigadeiro... andando, apenas procurando um lugar para almoçar... haviam muitos e muito bons por sinal, mas ainda procurava uma cantina italiana´para comer e aí, resolvi ir ao Brás, o bairro italiano... bem, não só descer a Brigadeiro até o centro é uma boa caminhada, como chegar ao centro, na Sé, pegar o metrô e ir até o Brás não é nada mole. Se tiverem dúvidas, entrem em Guia de Ruas de SP.

[Teatro Abril, em cartaz: Miss Saigon - Av. Brigadeiro Luis Antônio]

Atravessei o centro, cheguei ao metrô da Sé, fui ao Brás. Lá, a estação é perto da Febem, e o clima estava um pouco tenso: Guarda Municipal e PM juntas com algumas dúzias de viaturas... andei por algumas de suas ruas e estava muito agitado, com muitos camelôs na rua e muito papel... alguns restaurantes incrivelmente baratos: 5,50 o kilo! Mas o buffet não era muito bom... mas o pastel que comi por lá, a um real estava ótimo!

Voltei para comer perto de casa, me perdi durante o trajeto, o meu GPS não funcionou muito bem, mas o dia foi esse... No fim, acessei a internet e recebi um email de uma amiga, estávamos desentendidos, mas conseguimos nos entender ontem, depois de alguns emails. Foi legal, espero vê-la antes de sua viagem para o hemisfério norte. Deixo essa quote de música para ela. Estou passando por experiência interessantes durante esse ano, e nesse dia mesmo, escrevi assim a respeito das coisas no rascunho de meu email:

"Eu descobri algo aqui nessa terra. Viajar é bom para nos afastarmos de nossos problemas e encará-los como devem ser encarados. Eu, por exemplo, descobri que o avião não se molha muito, pois está acima das nuvens; ou que os sucos são doces, pois as comidas são salgadas... que nem todos são artistas, mas que eles podem surgir de qualquer parte... mas o que realmente importa, enquanto eu escuto All souls nights, de Lorenna McKennit, é que não há caminhos corretos para atingir o sucesso, se você realmente acredita em você e tenta a cada dia um dia diferente, você consegue; mas viva, não pense demais, faça, não tente; viva o hoje antes que ele se acabe e você se amargure de não ter vivido, seja flexivel... e acima de tudo, busque a felicidade, ainda que ela seja inatingível... o tempo não pára em São Paulo..."


[Edifício do Banco Safra, Av. Paulista]
Sim, sim... é um monte de baboseira, mas como disse, é a minha filosofia barata que ajuda as pessoas!

Esse foi o diário de bordo da quinta-feira, o terceiro dia...

Thursday, August 02, 2007

Mais passeios pela Metrópole...

Eu não tenho tempo de ter
O tempo livre de ser
De nada ter que fazer
É quando eu me encontro perdido
Nas coisas que eu criei
E eu não sei
Eu não vejo além da fumaça
O amor e as coisas livres, coloridas
Nada poluídas

Eu acordo prá trabalhar
Eu durmo prá trabalhar
Eu corro prá trabalhar
[Paralamas do Sucesso - Capitão de Indústria]


[Catedral da Sé, São Paulo]

Sai de casa com um baita planejamento que descrevo agora.

Eu sai de casa e peguei o metrô na Marechal Deodoro, cheguei a Sé. Após ter visto aquele mundo de pessoas, vi uma das construções mais explêndidas, a Catedral da Sé. Não só pela sua altitude, mas pelo seu interior excepcional. Imagens de Maria, Cristo inacreditáveis, dos apóstolos em tamanho real, confessionários, uma pequena capela e um mundo de pessoas ao seu redor, na Praça marco zero de São Paulo - a Praça da Sé. Nessa, pude observar os mais diversos esteriótipos de pessoas: mendigos, loucos achando serem os exorcistas, camelôs, lutadores de capoeira, policiais, turistas (como eu), mães com seus filhos, bêbados e por ai vai... impressionante como São Paulo há contraste em casa esquina, em cada Praça que você se desloca.

Cheguei R. Direita, subi a Álvares Penteado. Fechada para carros. Lá, no cruzamento com a R. do Tesouro, encontrei o Centro Cultural Banco do Brasil - CCBB, num prédiio histórico do Banco. Muito bom, por sinal, sempre aberto a visitação. Subindo a R. do Tesouro, chego a XV de Novembro, onde estão grandes Bancos e a Bolsa de Valores de São Paulo. O espaço Bovespa, dado que o pregão não mais existe no sistema de voz, e sim apenas por meios eletrônicos, é onde fica uma mesa de operações que sempre a Globo mostra no seus noticiários. Muitos pensam que os que estão ali são operadores, mas se tratam apenas de simulações não reais! Mas o espaço é fora do comum, e qualquer leigo em economia devia visitá-lo, pois o Brasil passa por ali.

Outro lugar perto é a Bolsa de Mercadorias e Futuros, a BM&F. Essa sim, havia pregão no sistema de voz, com compradores e vendedores se matando para vender as commodities de seus clientes. Mas, não se pode fotografar, nem sequer ouvir o que se negocia, dado que o vidro é a prova de som.

Mais um lugar de interesse, agora na Rua João Brícola, é o antigo prédio do Banco do Estado de São Paulo, o Banespa. Privatizado e entregue ao Banco espanhol Santander, ele virou uma atração turística, um patrimônio da cidade, onde no saguão, você pode apreciar carros antigos, como Chevrolets, Mercedes, Fords da época e que você também pode subir no último andar do Ed. Altino Arantes - nome de um dos ex-presidentes do Banespa - para observar toda a selva de pedra que se chama de São Paulo.

Desci a João Brícola e subi a rua Boa Vista, em direção a estação São Bento. Lá, você encontra um mosteiro que o Papa Bento XVI esteve, quando veio ao Brasil nesse ano, no mês de Maio. Não se pode fotografar lá, mas vale muito a pena entrar e rezar uma Ave-Maria.

Peguei o metrô de São Bento. Desci até a estação que leva o nome de um dos mais organizados e charmosos bairros visitados, a Liberdade. Bairro oriental que reúne os mais diversos olhos puxados que tinha visto. Japonesas, coreanas, chinesas, todas elas extremamente interessantes e bonitas. Pude ter a excelente experiência de experimentar as nipônicas... rsrsrsrs... bem, brincadeiras a parte, o Yakisoba do Shopping Plaza, uma galeria de lojas, feito na Cia Oriental é muito bom e barato. Mas há outros melhores, como depois pude constatar. Depois, fui ao cinema ver o desenho da Pixar, Ratatoiulle, excelente para quem gosta de boa animação, no espaço Unibanco, na Rua da Consolação. Esse foi um dos dias, acho que o segundo!


[Bolsa de Valores - SP, XV de Novembro]


[Ed. Altino Arantes, Rua João Brícola]



[Mosteiro São Bento, São Paulo, Centro]



[Rua Galvão Bueno, cruzamnto com a Radial Leste-Oeste, Bairro da Liberdade]



[Atingindo o topo de Sampa, Ed. Altino Arantes]

Monday, July 30, 2007

O primeiro dia...

"In these days of cool reflection
You come to me and everything seems alright
In these days of cold affections
You sit by me - and everything’s fine"

Queen


Bem, eu não vou aqui traçar cronologia de nada! Eu não lembro de tudo! humpt! Então, vou tentar lembrar um pouco de cada coisa. Por exemplo, na terça-feira, o dia que aconteceu o acidente da TAM, estávamos numa Pizzaria no Conjunto Nacional, na Av. Paulista. Foi curiosa a forma que recebemos a notícia. O garçom nos aproxima e diz que um acidente 'feio' aconteceu em Congonhas, mas não sabíamos nada mais a respeito, apenas quando chegamos em casa, vendo a GloboNews, que notamos o que havia acontecido. Todas as emissoras também reportavam ao acidente, como a CNN; e eu, pelo menos, estava bem cansado de ver aquilo tudo, apesar de ser o maior acidente aéreo que o Brasil já tinha sofrido e que quase, um dia antes, eu estava ali, pousando na pista de Congonhas num 737-300 da GOL.

Estava cansado porque o dia foi cansativo. Continuava a fazer um clima feio em São Paulo, com pequenas pancadas de chuva, então, o jeito foi mesmo visitar museus. Nada contra, claro. Peguei o que chamo de divindade das grandes cidades - o metrô. Cruzei a linha vermelha com a azul e estava na Estação da Luz, a famosa estação inglesa de trens em São Paulo a época do Brasil café. Não só a visitei, como também visitei seus arredores, como a Pinacoteca do Estado de SP. Fantástica! Com uma entrada baixíssima, pude ver algumas obras que se apresentam no Palácio de Versalhes, na França; além de pinturas nacionais e de ótimo gosto, como as abstratas. Não tinha lá nenhum Kandisky, mas estavam razoáveis para minha vista aquele dia! =P

Depois, atravessando a rua, visito o Museu da Língua Portuguesa, após de almoçar uma lasanha de microondas na Pinacoteca, o que foi uma brincadeira de mal-gosto com meu paladar. Mas enfim, merdas acontecem. No Museu, estava a exposição de Clarisse Lispector e sua 'Hora da Estrela', famoso livro de sua autoria, que comemora 30 anos de sua publicação. É um livro fantástico, que mexe bastante com o psicológico de quem lê. Mas não se pode fotografar nada por lá, apenas o segundo e o terceiro andares, qua falam a respeito da evolução dos idiomas Indo-europeus até chegar ao Português Brasileiro, o melhor de todos; muito melhor que o patético Português de Portugal.

Bem, eu sou meio chato com os Portugueses, já deu para perceber. Bem, abaixo, foto de um quadro famoso o qual não recordo nunca o nome; mas eu adoro. Assim viviam as mulheres na pintura realista: lendo, dedicando-se a aprendizagem de idiomas, aprendendo piano e demais instrumentos... será que as mulheres de hoje em dia amam ou odeiam essa idéia?!

Saturday, July 28, 2007

Meu retorno?!

Morar nesse país
É como ter a mãe na zona
Você sabe que ela não presta
E ainda assim adora essa gatona
Não que eu tenha nada contra
Profissionais da cama
Mas são os filhos dessa dama
Que você sabe como é que chama

Filha da puta
É tudo filho da puta

[Ultraje a rigor - Filha da puta]
[Aeroporto de Congonhas - São Paulo, segunda-feira, o auge da crise aérea]

Na segunda última aconteceu o maior rebuliço nos aeroportos brasileiros. Eu, por exemplo, estava com passagem marcada de volta a minha cidade nesse dia e não consegui viajar. Chego em Congonhas, de ônibus, após ter descido do metrô da Consolação. O aeroporto estava num pandemônio total! Confusão, desordem, desinformação... entro no check-in e descubro em instantes depois que meu vôo e todos os outros foram cancelados em virtude do mal tempo e de uma decisão coletiva dos pilotos. Estava conversando com um aluno do Ibmec do RJ e ele disse que iria de ônibus após essa notícia. No inicio até me animei, fui até o terminal rodoviário do Tietê e comprei uma passagem... para quê... minha irmã logo depois me liga dizendo para continuar em Congonhas e esperar. Consegui reaver meu dinheiro na passagem de ônibus, e voltei para o Aeroporto. Antes, na ida ao terminal do Tietê, aconteceram cenas curiosas: primeiro, pego um táxi para chegar no metrô de São Judas, na saída, deixo meu boné do New York Yankees cair numa possa de água... por uns instantes, noto que não estou com o boné, e tento pedir em vão que o táxi volte, pois pensava que o mesmo tinha ficado no carro... ao correr, um ônibus passa e me joga uma baita água em mim... que beleza, hein?! hehehe... depois, olho para trás, e lá estava meu boné... pego e ponho na cabeça... agora, valia tudo mesmo!!!

Lá, fui ao balcão da companhia aérea, em Congonhas de novo, pedir informações de remarcação de vôo... ao sair da loja, sou bem mal-recebido por um Sr de idade, careca e com alguns fiapos brancos. Primeiramente, sua ignorância me assusta: "- Você tem que entrar na fila, como todo mundo", dizia ele para mim. Eu falei "- Mas Sr, apenas fui pedir uma informação... apenas isso", e ele insistiu no ponto: "- Mesmo para pedir informação você tem que entrar na fila!". Já observando comigo que isso não levaria a lugar nenhum, encaro-o, dou uma risadinha sarcástica e digo "- Nossa, quanta grosseria!" e saio dando as costas para o sujeito que esbravejava sem parar, dizendo "- É groseria mesmo ...", ai, a fila me deu razão e começou a vaiar aquele aeroporto de mosca...

Bem, tirando as duas horas que se seguiram na fila para remarcar o vôo, consegui um táxi e hotel pagos pela companhia, sem desembolsar um tostão sequer... e tinha de ser assim, pois meu vôo apenas fora marcado para a quarta-feira, em Guarulhos, ao qual não saberia chegar...

Pegando o táxi, fui ao hotel, conversei com o taxista sobre o tempo e sobre aquela selva de pedra chamada São Paulo... uns 134 reais foram poupados na ida ao hotel em Guarulhos...

Bem, falando da situação macro: o caos no sistema de transporte aéreo no Brasil tem várias causas: pilotos que se negam a voar em um aeroporto com baixa infraestrutura para pouso e decolagem, que por sua vez chegou a essa situação por má administração não só da Infraero, mas também desse governo e anteriores. Lembro que o acidente do Folker 100 da TAM, em 1996, fora uma calamidade total e poderia ser evitado se o aeroporto fosse mais afastado da cidade, pelo menos... tá certo que o acidente fora de equipamento, mas se antes mesmo tivessem melhorado a infraestrutura da pista, muitos acidentes teriam sido evitados. Não estamos aqui para eleger culpados, até porque eles seriam muitos, mas algo tem que ser feito para se evitar que mais vidas humanas sejam disperdiçadas em questões tão banais como o deslocameto e transporte de pessoas.

Bem, essa foi uma parte da minha volta a minha terra... nos próximos posts digo como cheguei e como aproveitei os meus sete dias em São Paulo... bem, fiquem a vontade para comentar sobre a crise aérea abaixo nos comentários...

Thursday, July 26, 2007

Minissérie

[São Paulo, SP - Do alto do Ed. Altino Arantes (Banespa), Rua João Brícola, Centro]

Bem, Sras e Srs, devo-vos admitir que São Paulo é uma cidade muito boa. Deu-me bons insights a respeito de várias coisas, dentre elas, a de escrever. Muitos achariam isso duvidoso por sentirem que o Rio é o local adequado para essas inspirações, mas notei que há muita poesia concreta em tuas esquinas, como diria Caetano.

Por isso, vou escrever um pouco nos próximos posts a respeito de São Paulo, uma pequena minissérie de minha viagem a essa cidade...

Friday, July 13, 2007

War, what is it good for?!

Pense no pior, espere o melhor
[Jackie Chan]

Hoje é dia 13 de julho de 2007, uma sexta-feira! Dia do azar ou da sorte?! Para mim, o da sorte! Estou com meu trabalho de econometria pronto, o que vai me permitir sair de BsB por uma semana e ir a Sampa! Sim, câmeras preparadas, malas feitas, passagens compradas! Um pouco de férias para mim durante sete dias. As coisas vão incrivelmente bem, mas acho que tem espaço para melhorar um pouco mais; acho que estou na parte crescente da curva, a primeira derivada é positiva e a segunda é negativa... só páro quando a inclinação da curva for zero!

Assim que chegar, vou fazer boxe-chinês (Kung Fu) e começar a iniciar uma coisa chamada dissertação. Há muito caminho pela frente e boas opções a serem seguidas.

Bem... durante mais de sete dias esse blog vai ficar com esse post! Sinto muito! Estou de férias!
War?! What is it good for?! Absolutely nothing...